As Bruxas de Benevento

 

 


Unguento, unguento

Leva-me ao Nogueiral de Benevento

Sobre a água e sobre o vento

E acima de todo mau tempo


Essa seria a fórmula mágica que as bruxas recitariam antes de levantarem voo e se dirigirem ao Sabá, ritual que consistia em uma dança desenfreada em que o próprio diabo estaria presente, sob a forma de um bode, no comando de uma assembleia de demônios.

Temos um rio, uma enorme nogueira, seres misteriosos que voam em vassouras, noites tempestuosas, danças frenéticas e rituais sombrios. Esses são os elementos de uma lenda que resiste até os dias de hoje, profundamente enraizada na cultura popular.

Quem foram Matteuccia de Todi, Bellezza Orsini, Mariana de San Sisto? Como nasceu a imagem da bruxa? E o que seriam, especificamente, as bruxas de Benevento, mencionadas em minha história A Casa de Marte (publicada pela Revista Literatura Fantástica n.28)?

Benevento está localizada em uma concha entre altas montanhas e florestas densas, circundada por dois rios: o Calore e o Sabato. Essa região da Itália meridional sempre foi um território considerado estratégico por todos os povos guerreiros que viveram ou passaram pela península. Foi nela que os romanos, mestres na arte da guerra, sofreram uma das derrotas mais duras e humilhantes de sua história. Trata-se, portanto, de um território cheio de atrativos históricos, desde cedo habitado por um povo orgulhoso e belicoso.

Em Maloenton, antigo nome de Benevento, venerava-se Bolla, um deus-criança que, segundo a lenda, criou o rio homônimo na região correspondente hoje a Volla/Casalnuovo, cujas águas alimentaram, durante séculos, os antigos aquedutos napolitanos. Sob a grande nogueira, às margens do rio Sabato, sacerdotes e sacerdotisas contorciam-se em danças frenéticas realizando seus rituais em honra à divindade. Quando os romanos conquistaram Benevento, continuaram a respeitar as tradições locais, como era seu costume. Assim, os diversos ritos osco-samnitas da nogueira do rio Sabato sobreviveram por muito tempo, misturando-se ao culto dos novos deuses de Roma. Mesmo durante a época imperial, a liberdade de culto foi respeitada, tanto que Augusto permitiu a construção de um templo dedicado à deusa Ísis, do qual ainda há vestígios em Benevento. E nos subterrâneos desse templo, foi posteriormente construído um mitreu em honra ao novo culto oriental que se difundira naqueles anos, sobretudo entre os veteranos das guerras na Ásia. Mitra, Ísis, Ceres, Deméter, Cibele, Diana, Pã e outros compuseram, com o tempo, o panteão daquelas gentes ligadas aos cultos da terra, dos ciclos da natureza e da agricultura.

Como se pode ver, e aqui abro um parêntese, a religião nunca é um bloco coeso como mostrado em certas obras de fantasia. Em Game of Thrones, por exemplo, vemos poucas nuances e misturas entre os cultos dos novos deuses e os antigos. George R.R. Martin é extraordinário na criação de personagens e nas reviravoltas da trama, e por isso podemos dar um desconto para ele quando trata de religião, mas não podemos negar que nesse campo o mundo de Canção de Fogo e Gelo é bastante simples. Na religiosidade real, os sincretismos são frequentes, e isso é algo que exploro em outra obra de minha autoria, A Rosa e a Cruz, onde, embora se trate de um mundo em que a Igreja Católica triunfou globalmente, há sincretismos em diferentes regiões, com um catolicismo de visão reencarnacionista na Índia e iconografias budistas e xintoístas que se mesclam à imagética cristã no Japão.

Mas, continuando, ainda na linha do sincretismo, com a chegada das hordas de povos germânicos, os antigos cultos se fundiram com os novos trazidos pelos godos, ostrogodos e lombardos. Em particular, ganhou destaque Wotan, o deus máximo do panteão dos lombardos (equivalente ao Odin nórdico). Os lombardos são o povo que acabou prevalecendo sobre os demais na Itália alto-medieval, principalmente em uma região chamada Estreito de “Balba”, que depois se tornou “Barba” (e os lombardos eram os longobardi, ou seja, aqueles dotados de longas barbas).

Tratava-se de uma vasta área plana, coberta por bosques luxuriantes e atravessada por um caudaloso curso d’água, que se insinuava por uma fenda estreita dominada por um alto rochedo. Sabe-se que esses guerreiros tinham o costume de testar suas habilidades equestres e marciais em desenfreados carrosséis, nos quais treinavam para golpear, a cavalo, carcaças ou peles de animais (geralmente bodes) penduradas em galhos de árvore, usando espadas e lanças para arrancar pedaços de carne e comê-los. Também é conhecida sua veneração por certas árvores consideradas sagradas e, de modo geral, pela sacralidade da natureza. Esses carrosséis assumiam igualmente o caráter de celebração espiritual e religiosa.

Vamos, agora, brincar um pouco com a imaginação: vamos tentar nos imaginar em um caminho à noite, avistando uma grande clareira junto ao rio, com um acampamento e fogueiras acesas iluminando as trevas; ao fundo, ergue-se um alto rochedo banhado pelo luar; o silêncio dos bosques é rompido então pelos gritos dos guerreiros cheios de entusiasmo em seus rituais, pelo som dos cascos dos cavalos e pelos brados de aprovação do grupo tribal. É possível que mulheres vindas dos campos vizinhos, em busca de alimento e proteção, se misturassem aos guerreiros por ocasião desses ritos noturnos. Uma cena certamente impressionante. E é mais do que provável que tal espetáculo tenha marcado a imaginação de viajantes ou moradores locais, dando origem a lendas profundamente enraizadas nos relatos populares transmitidos ao longo do tempo.

O médico e escritor Pietro Piperno, em obra Sobre a supersticiosa Nogueira de Benevento (1640), narra que, por volta do ano de 697 d.C., o bispo de Benevento, Barbato (mais tarde São Barbato), com o apoio do duque Romualdo, conseguiu proibir os ritos pagãos noturnos sob a famosa nogueira. Iniciava-se, então, o lento processo de cristianização dos lombardos, que culminou com a destruição da árvore. O bispo prometera que, se Benevento resistisse ao ataque dos romanos orientais (vulgos bizantinos), arrancaria a árvore sagrada. E assim fez. É bem conhecida a iconografia medieval que representa São Barbato e seu imponente cortejo derrubando a maléfica planta a golpes de machado. A lenda conta que, apesar de tudo, a nogueira depois renasceu ainda mais vigorosa, como se respondesse ao desejo do povo local de perpetuar os antigos cultos ligados aos ciclos da terra, propiciadores de fecundidade e prosperidade.

A passagem crucial para compreender o fenômeno das bruxas e sua ligação com Benevento ocorre, porém, apenas no decorrer do século XV.

O primeiro indício histórico encontra-se em um escrito de São Bernardino de Siena. Este relata que, no ano de 1427, esteve em Roma um criado de um cardeal, o qual, indo a Benevento de noite, viu em uma eira dançar muita gente – mulheres, crianças e jovens – e, ao observar aquilo, teve grande medo.

Esse documento e a figura de Bernardino de Siena são extremamente importantes. Naqueles anos, começava justamente em Roma, capital da cristandade, o combate à bruxaria que, ao contrário do que muitos imaginam, não foi uma característica marcante da Idade Média. Até o século XV, a bruxaria era vista, pela maior parte dos eruditos (que eram sobretudo clérigos), apenas como uma crendice que não merecia grande atenção.

Um dos maiores doutores da Igreja, que foi também um dos filósofos e teólogos mais influentes da história, Santo Agostinho, estava entre os defensores da ideia de que a bruxaria não passava de superstição.

No ano de 1080, o papa reformista Gregório VII enviou uma carta ao rei da Dinamarca, Haroldo III, ordenando-lhe que não condenasse à morte algumas mulheres acusadas de causarem tempestades e pestilências, pois tais calamidades deveriam ser consideradas castigos divinos, e não frutos de ações humanas. É, pelo que sabemos, um dos primeiros registros de intervenção direta de um Sumo Pontífice em questões de magia e feitiçaria.

A posição de Gregório sobre o assunto não diferia muito de declarações que lemos nos textos de concílios e em obras legislativas alto-medievais, onde muitas vezes (embora não sempre) prevalecia a intenção de condenar crenças pré-cristãs julgadas “supersticiosas”, negando-lhes qualquer fundamento de veracidade.

Havia, lá e cá, ações de confronto mais ríspidas, mas a Igreja Católica, como instituição, estava mais preocupada com o combate à heresia do que com a bruxaria. Eram muito mais comuns iniciativas de indivíduos, como a de São Barbato e do duque Romualdo, do que processos institucionais.

A Inquisição não surgiu na Idade Média como um instrumento de caça às bruxas, mas do confronto contra os cátaros na França e, em seu início, foi criada para combater excessos dos poderes laicos e evitar julgamentos arbitrários, que frequentemente resultavam em linchamentos.

É apenas no final da Idade Média e no início da Idade Moderna que a questão do combate às bruxas se torna mais veemente e, ainda que certos números sejam inflacionados se quisermos adotar uma postura acadêmica no estudo da história, houve excessos que só podemos condenar.

Bernardino de Siena, em seus sermões, dedicava especial atenção às mulheres que conheciam a medicina natural, como parteiras, herbárias e adivinhas. Apontava-as publicamente como inimigas da Igreja, aliadas do demônio e responsáveis por terríveis males, como fomes, pestes, mortes prematuras e desgraças. Teorias que se difundiram rapidamente graças à atuação dos devotos do famoso pregador e à reputação de que gozava.

Ferdinand Gregorovius, historiador e medievalista, conta que, em 28 de junho de 1424, em Roma, no Campo de’ Fiori, foi queimada na fogueira a bruxa Finnicella. A curandeira era acusada de ter matado trinta recém-nascidos, inclusive o próprio filho, para beber-lhes o sangue. Foi Bernardino de Siena quem sustentou a acusação de feitiçaria contra Finnicella, condenada a morrer na fogueira. Alguns médicos iluminados da época tentaram salvar-lhe a vida, defendendo que Finnicella era uma parteira e uma não infanticida. Foi inútil: prevaleceu a autoridade de Bernardino.

A mesma sorte coube a Matteuccia de Todi, queimada na fogueira, em Todi, em 20 de março de 1428.

Matteuccia di Francesco, esse o seu nome, era natural de Ripabianca. O longo ato de acusação que a condenou à fogueira cita, pela primeira vez, a existência do unguento maléfico que permitia às bruxas voar, junto com a fórmula necessária: “Após untar-se com gordura de abutre, sangue de morcego e sangue de crianças de peito, Matteuccia invocava o demônio Lucibello, que lhe aparecia em forma de bode, a tomava em seu dorso e a levava ao nogueiral de Benevento, onde se reuniam inúmeras bruxas e demônios liderados por Lúcifer maior”. Matteuccia também teria revelado a fórmula que fazia voar.

Sobre ela pesavam dezenas de acusações, todas remetendo a uma única razão: a feitiçaria.

O processo de Todi constitui uma pedra angular na construção do mito da bruxa e na sua consolidação no imaginário coletivo da época. Matteuccia acabou por se tornar um arquétipo e foi presa por ser considerada “mulher de má conduta e reputação, encantadora pública, feiticeira, bruxa e malfeitora”. Era uma domina herbarum e uma taumaturga, isto é, conhecia o poder das ervas curativas e sabia tratar doenças com remédios naturais. Procuravam-na também mulheres que desejavam interromper uma gravidez indesejada. À época do seu processo, Matteuccia era, portanto, famosa e temida. Seus clientes não eram apenas camponeses e gente humilde, mas também pessoas de alto nível social.

Submetida à tortura, Matteuccia confessou ter voado, transformada em gata, montada em um demônio em forma de bode, até o nogueiral de Benevento. A inspiração para essas declarações, que apareciam pela primeira vez em autos de processos de feitiçaria, vinha justamente de São Bernardino de Siena (expressamente citado nos documentos processuais), que havia pregado nas terras de Todi, Montefalco e Spoleto. Foi Bernardino quem introduziu o termo “bruxa” e também quem falou pela primeira vez de Benevento como cidade de reuniões noturnas de feiticeiras. Teria sido ele a sugerir ao inquisidor quais perguntas dirigir à acusada? É uma possibilidade.

O nome de Benevento foi citado também no processo de 1456 contra Mariana de San Sisto, concluído com a condenação à morte na fogueira. Ela foi acusada de ir com uma companheira “sacrificar crianças, e, em uma noite do mês de julho, dita Mariana e sua sócia untaram o rosto e o corpo com certos unguentos diabólicos e encantados preparados pela companheira de Mariana, dizendo, entre outras coisas: ‘Unguento, leva-me ao nogueiral de Benevento, sobre a água e sobre o vento’, e de noite dirigiram-se ao local, onde costumavam dançar sem sol e sem luz,” é o que diz o texto do processo, no qual são mencionados o unguento, o nogueiral e os sabás.

Benevento e a lenda da nogueira aparecem ainda em outros dois processos de grande repercussão realizados perante o Santo Ofício de Roma no século XVI.

O primeiro foi movido contra Bellezza Orsini, acusada de malefícios e venefícios. Era conhecedora de ervas, com as quais produzia remédios. Um jovem por ela tratado não conseguiu sobreviver, e os familiares acusaram-na de tê-lo enfeitiçado e matado deliberadamente. Somaram-se à denúncia da família muitas outras testemunhas contra Bellezza. Conduzida à prisão de Fiano e submetida a interrogatórios sob tortura, ela acabou confessando tudo o que lhe era imputado, inclusive: “Andamos até o nogueiral de Benevento e ali fazemos tudo o que queríamos; pecando, renunciamos ao batismo e à fé e tomamos por senhor e patrão o diabo, e fazemos o que ele quer e nada mais.”

E também: “Andamos até a nogueira de Benevento, onde todas nos reunimos, e debaixo dela jogamos e festejamos, e sentimos grande prazer; depois o diabo colhe quatro folhas daquela nogueira, e assim retornamos a casa, podendo ir onde quisermos para enfeitiçar e causar mal (…)”

Ela também relatou a fórmula para voar. Desesperada e exausta pela tortura, Bellezza Orsini suicidou-se na prisão, cortando a garganta com um prego e escapando da fogueira.

O segundo processo, de 1552, foi movido contra Faustina Orsi. Conforme o modelo da época, também ela foi acusada de assassinato de crianças, crime que confessou sob tortura. No momento do julgamento, Faustina tinha oitenta anos e foi queimada viva na fogueira como bruxa.

É necessário sublinhar novamente a mudança cultural ocorrida entre os séculos XV e XVI para compreender como nasceu a chamada “Caça às Bruxas”.

Foi justamente durante esse século que se desenvolveu uma verdadeira codificação daquele conjunto de crenças, superstições e comportamentos considerados indícios de feitiçaria.

O obscurantismo que muitos associam à Idade Média na verdade prevaleceu a partir do período do Renascimento, que muitos consideram mais “luminoso”.

Cabe citar aqui a bula Super illius specula do papa João XXII, emitida entre 1326 e 1327. A partir dela, a Igreja deixou de considerar a feitiçaria mera superstição, passando a entendê-la como uma ameaça real. A bruxaria passou a ser considerada a heresia por excelência, a manifestação do maligno a ser combatida a todo custo e a qualquer preço. Delineavam-se, assim, as bases culturais para o surgimento da forma mais dura e radical de combate à heresia, que foi a Inquisição Espanhola.

O século XV, como dito, abre as portas para a perseguição das bruxas em toda a Europa, especialmente na França, Suíça, Alemanha e Holanda.

Uma das primeiras vítimas ilustres, que seguiu Finnicella e Matteuccia, foi Joana d’Arc, processada e queimada na fogueira em Rouen, na Place du Vieux Marché, em 30 de maio de 1431.

Sobre o processo contra Joana, apenas acenando a ele brevemente, pois não é o assunto deste artigo, cabe salientar que foi enviesado politicamente e violou as regras da própria Inquisição para favorecer os interesses dos ingleses, inimigos de Joana. Tanto que Joana d’Arc depois seria reabilitada e declarada santa e padroeira de toda a França.

Um marco para a questão das bruxas se deu em 1486 d.C., quando os monges dominicanos Jacob Sprenger e Heinrich Kramer escreveram o Malleus Maleficarum (O Martelo das Bruxas), uma espécie de manual da Inquisição inteiramente dedicado à repressão da bruxaria. Um texto impregnado de superstição, misoginia e violência.

Havia, sim, casos de “bruxas” que teriam cometido crimes, mas, na maioria das vezes, sua única culpa era possuir conhecimentos de medicina, herbalismo e astrologia.

Mas, voltando ao que diz respeito especificamente a Benevento, a cidade ainda é, no imaginário italiano, o covil das bruxas, o lugar onde crescia, majestosa e aterrorizante, uma grande nogueira… A NOGUEIRA, aquela em torno do qual se reuniam as mais poderosas bruxas de toda a Europa.

Mas por que justamente uma nogueira?

A essa árvore eram atribuídas virtudes e poderes mágicos, até letais; sabe-se que se considerava perigoso permanecer à sua sombra (Historia Naturalis – Plínio). Além disso, a nogueira era sagrada para Diana, a deusa senhora das florestas, defensora dos animais selvagens, guardiã das fontes e dos riachos, protetora das mulheres e do parto. Hoje, muitos estudiosos concordam que o termo usado para chamar as bruxas em Benevento, janara, derive exatamente de Dianara, ou seja, sacerdotisa de Diana.

E o unguento mágico, ele realmente existiu? No De humana physiognomonia, de Giovanbattista Della Porta, obra que só seria publicada em 1598 em Nápoles sob o pseudônimo de Giovanni de Rosa, o renomado acadêmico relata ter presenciado a cerimônia de preparação de uma bruxa que se dirigia ao Sabá, em particular a preparação da receita usada pela bruxa. Ele explica o propósito e a preparação da receita: atuava como vasodilatador e servia para atenuar a ação irritante de certas substâncias sobre a pele, como o sangue de morcego. O estudioso napolitano queria, com isso, afirmar que o voo das bruxas não é real, mas se trata apenas de alucinações provocadas pelas substâncias psicoativas naturais absorvidas pelos unguentos e, portanto, o diabo não teria nada a ver com isso: “…somente então elas acreditam estar voando, banquetear-se, encontrar belos jovens, cujos abraços desejam ardentemente”.

Agora, abordando um pouco das lendas populares, algumas destas afirmam que as janare nasciam na noite da véspera de Natal. Entre seus hábitos estaria o de, durante a noite, trançar a crina dos cavalos, deixando nós, como uma espécie de encantamento capaz de ligar certas linhas de força sutis.

Havia janare também em Nápoles, mas, ao contrário das de Benevento, montavam cavalos em vez de vassouras.

Segundo a tradição, para capturá-la era preciso agarrá-la pelos cabelos, seu ponto fraco. Além disso, dizia-se que quem conseguisse capturar uma janara receberia, em troca de sua liberdade, a proteção das janare para sua família durante sete gerações.

O termo jana também é conhecido na Sardenha, com atributos semelhantes aos das janare. Muitos sítios arqueológicos são popularmente chamados domus de janas, ou seja, casas de fadas ou bruxas.

Por fim, como curiosidade final, até no logo do clube de futebol Benevento, vemos uma bruxa!

 


 



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